Psiquiatria

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Psiquiatria

A Psiquiatria dedica-se à prevenção, diagnóstico e tratamento das perturbações mentais, emocionais ou comportamentais. O médico psiquiatra está preparado para atuar sobre a sintomatologia emocional e comportamental recorrendo a medicamentos seguros e bem tolerados. Através da sua intervenção, é possível transformar um episódio de sofrimento psicológico numa oportunidade de mudança do padrão de relação interpessoal.

 As doenças psíquicas são sobretudo reconhecidas pela comunicação verbal de experiências/vivências subjectivas e pela observação ou relatos de determinados comportamentos, ambos considerados anómalos. É sobretudo através da relação interpessoal com o paciente que o psiquiatra reúne a informação comunicada, com a informação resultante da observação direta do comportamento mas, também, da observação da atitude, mímica, gestos e postura. A tudo isto pode acrescentar relatos do próprio ou de terceiros sobre os seus comportamentos. A partir daí, pode avançar para um diagnóstico e propor um tratamento.

Para se conseguir reunir a informação com rigor, é acima de tudo necessário que o doente esteja consciente e consiga relatar/comunicar o que se passa. No fundo, que o doente seja capaz de transmitir o seu interior ou, clarificando, seja capaz de relatando as suas experiências/vivências, revelar o seu mundo subjetivo, meta primeira a atingir neste diálogo.

Neste sentido pode então dizer-se que a Psiquiatria é a especialidade médica que se dedica às doenças e ao sofrimento com origem no universo da subjetividade humana, constituindo-se assim como uma verdadeira medicina da subjetividade. Desta forma contrapõe-se a grande parte das especialidades médicas cujo âmbito é na maioria dos casos escrutinável objetivamente, pela anamnese, observação ou ainda pelos exames complementares de diagnóstico.

Para além disso, a Psiquiatria tem uma linguagem própria que se alimenta da comunicação dinâmica com o doente, e por isso é na sua essência uma medicina da relação, que, pode ainda ser trabalhada com terapia (psicoterapia). Sendo a medicina da subjetividade e da relação é, como concluiu Pedro Polónio (célebre psiquiatra da 2ª metade do Século XX em Portugal), a medicina da pessoa.

No momento em que a prática médica se move para a tecnologia e que os médicos de instrumentalizadores passam muitas vezes a ser a mão dos instrumentos, a psiquiatria pouco objectiva, dita menos “científica” e, basicamente sem tecnologia de suporte, é a derradeira oportunidade do encontro médico-doente na velha tradição Hipocrática.

Definindo-a melhor através de conceitos psicopatológicos, a Psiquiatria dedica-se às doenças afetivas como a depressão (um dos motivos mais comuns de consulta em Psiquiatria, principal causa de incapacidade e a segunda causa de perda de anos saudáveis), a perturbação bipolar e ao vasto campo da ansiedade (pânico, ansiedade generalizada, obsessões). Dedica-se às doenças ditas psicóticas, como a esquizofrenia e paranóia, mas também ao comportamento alimentar (anorexia, bulimia ou binge eating), a formas graves da percepção do corpo (dismorfofobia) ou ainda à psicossomática. Tem obviamente uma intervenção no sofrimento psíquico em geral, seja de natureza patológica, seja o que decorre de reações vivenciais (luto, crises pessoais, familiares ou outras, calamidades, etc.) e é ainda solicitada a pronunciar-se na área forense.

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